Este grupo de jogadores do Benfica consegue ser verdadeiramente cruel. Podia-se pensar que depois do jogo de sexta-feira nada pior podia acontecer, mas o que eles fizeram ontem reveste-se de uma crueldade bem mais acentuada, porque é bem pior jogar 90 minutos mal do que fazer 45 minutos espectaculares, ainda para mais em casa do principal rival, para depois fazer uma segunda-parte miserável e entregar o jogo quase sem reagir.
A primeira parte foi mesmo do melhor que esta equipa é capaz, com jogadas magnifícas, rápidas e a deixar a defesa do Sporting à nora, os dois golos na primeira parte são duas grandes jogadas de futebol, Di Maria foi impecável, não havia forma de lhe acertarem a marcação, para além dos dois golos ele isolou-se por duas vezes e meia, a meia é porque estva fora-de-jogo mas por muito pouco não era mais uma grande jogada que acabaria num monumental chapéu.
Sem qualquer dor de cotovelo, e até porque o mais importante é o número de golos e não a sua qualidade, os golos na primeira parte foram mesmo grandes jogadas enquanto os 3 primeiros golos do Sporting quase todos iguais foram ofertas ridiculas da nossa defesa, depois do jogo que o nosso ataque estava a fazer a defesa tinha de estar à altura, e não esteve, 3 jogadores a finalizar à boca da baliza, ok o Liedson estava um pouco mais atrás, não se admite.
A segunda parte foi mesmo má de mais e apaga inevitavelmente o jogão que o Benfica fez na primeira, considero a votória justa mas 3-2 seria o resultado certo, nunca por 2 de diferença, nem tão pouco 5 golos para o Sporting, que foi bem melhor do que o Benfica na segunda parte, mereceu ganhar, mas ouvir como já ouvi hoje que ficaram a 1 do famoso 6-3 é mesmo olhar apenas aos números e comparar jogos que nada têem a ver um com o outro.
Honestamente não me surpreendeu que o Benfica fizesse aquela primeira parte, porque estes jogos são diferentes, como não me surpreenderá se fizermos um bom jogo no dragão, apesar de a derrota ser o resultado que mais se prevê, creio que estarem a adivinhar goleada é um pouco prematuro, mas tudo é possível.