sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Objectivo cumprido?

Antes de falar sobre o jogo de ontem, gostava de falar sobre uma situação incompreensível que se passou na entrada para o estádio. Entro sempre pelo túnel do Colombo, e este ano bem como no ano passado nunca tive problemas em entrar, sempre a andar e rapidamente estou na zona de acesso aos estádios, já que numa primeira apenas se apresenta o bilhete ou cartão de sócio, e as coisas correm muito melhor pois em vez de se proceder à revista em 4 pontos, essa revista acontece em vinte e tal pontos, tantos quantas as portas que não sei de cor o número exacto.
Esta época já vi pelo menos 3 enchentes, Sporting, Porto e Milan, e nada de errado se passou na entrada, atenção, falei no Milan, ou seja numa competição da UEFA. Ontem, com cerca de metade da lotação, foi uma confusão enorme para entrar, ou seja, a dar razão aqueles que vão à Luz uma vez por ano e nessa vez se deparam com muito tempo de espera. Eu como vou (quase) sempre sei que não é assim, logo fico indignado quando vejo que alguém quer complicar o que é simples.
Nesse acesso do Colombo, logo à saída do túnel estava uma aglomeração anormal de pessoas, e a sensação que fiquei era que estava ali um ponto de acesso só para adeptos adversários, fiquei sem saber se era assim ou não, mas acho muito estranho que nã principal entrada onde entra a maioria dos adeptos se dê prioridade aos adversários naturalmente em minoria. Repito, não fiquei a saber o que se passava pois com esta confusão dei meia volta e entrei pelo acesso de Carnide, depois nova barreira, onde como já disse normalmente só se mostra o ingresso desta vez faziam a revista, o que gera problemas, nervos, chico-espertice e uma demora bem superior ao normal, até em dias de enchente o que claramente não era o caso.
Dei por mim a pensar que a direcção deveria ter avisado que ia fazer isto pois nesse caso não sei se compraria bilhete, é que eu sou uma pessoa que se não vejo uma explicação lógica para as coisas tenho dificuldade em aceitá-las. Largos minutos na fila e cheguei à barreira dos Senhores que julgam estar na casa deles, enganam-se, a casa é nossa, de todos os Benfiquistas, primeiro que tudo eles é que nos devem respeitar pois a Catedral é a nossa segunda casa! E um dos artistas passou quase um minuto a olhar para a foto no meu cartão e para mim, alternadamente, deu-me uma vontade de lhe esfregar o cartão na tromba mas lá me segurei. E assim a palhaçada passou e lá entrei no estádio.
Quanto ao jogo, não consigo ficar satisfeito, fico com a ideia que a única diferença entre as duas equipas é o Rui Costa, de resto o estilo de jogo é o mesmo, sem ideias, bombear para a torre na frente, nós tínhamos duas, e esperar que um ressalto dê algo mais. A nossa vantagem é ter um jogador que quando se consegue libertar cria imediatamente o desiquilíbrio que quase nunca é aproveitado pelos companheiros que só começam a pensar quando a bola sai dos pés do maestro. Ele pode executar mais devagar mas pensa muito antes dos demais.
Assim é complicado aspirar a muito mais, como digo sempre tenho esperança no Benfica, mas é tão difícli manter a crença assim. Sei que acelarando apenas um pouco podemos marcar na alemanha o que é um passo de gigante para a qualificação, mas quero mais que isso, não me chega qualificar, quero ir longe, quero que o Benfica jogue um futebol que faça sonhar. Não tá fácil...

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